O deputado e secretário-geral adjunto do PS, João Torres, afirmou à Renascença que o partido está disponível para uma reedição da geringonça com os parceiros à esquerda, à semelhança da solução governativa de 2015.
João Torres, deputado e secretário-geral adjunto do Partido Socialista, e novamente candidato pelo círculo eleitoral do Porto, admitiu esta terça-feira, 12 de março, em declarações à Rádio Renascença, que o PS está disponível para voltar a entender-se com os partidos à esquerda, numa eventual reedição da fórmula que sustentou o governo de António Costa entre 2015 e 2019.
“Eu diria que sim e, aí, aquilo que o PS tem como muito claro é que se privilegia, evidentemente, os parceiros à esquerda”, declarou, referindo-se à possibilidade de acordos parlamentares pós-eleitorais com forças como o Bloco de Esquerda, PCP ou Livre. Apesar disso, João Torres afastou a existência de entendimentos pré-eleitorais em curso.
O deputado socialista rejeitou também que o PS tenha errado ao anunciar desde o início que votaria contra a moção de confiança apresentada pelo Governo da Aliança Democrática (AD), liderado por Luís Montenegro. “O Partido Socialista deu todas as condições para que a AD governasse o país: não só não apresentámos uma moção de censura, como inviabilizámos duas moções de censura”, sublinhou.
João Torres considerou a moção de confiança como um “ato provocatório por parte do Governo” e acusou o primeiro-ministro de “brincar aos países”, referindo-se ao impasse político que poderá levar a eleições antecipadas.
O socialista defendeu ainda que, perante a situação política atual, a única resposta aceitável é a convocação de eleições. “Seria inconcebível que, perante a gravidade da situação, a solução não seja a convocação de eleições antecipadas… mas creio que, desse ponto de vista, o senhor Presidente da República tem sido bastante coerente”, afirmou.
**Fonte:** Rádio Renascença
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